Onde jazem, perdidas, as verdades
Numa longínqua ilha da ilusão
Há esperança.
E enquanto espero
Que tudo faça sentido
Ouço o gotejar incessante
De tudo o que já vivi.
Vejo o passado, vejo o presente
Espero o futuro em busca de inspiração
Mas até então
Meus esforços foram inválidos
Perto do significado
De uma simples ação
No momento certo.
E sei que não sou sozinho nesse mundo
Nesse mar
Também sei
Que não as irei abandonar
Pois para mim
Abandonar uma emoção
É como saltar de um precipício
É sacrificar-se inutilmente
É sofrer
E morrer.
Nesse mesmo mar
A inconstância predomina
A negritude aparece, solene
Embora também divida espaço
Com a luz.
E as duas têm de viver em paz
Lutando inutilmente
Contra a organização a que foram impostas.
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